Gestação

963183_90296151Uma gestação normal dura 9 meses, 10 luas,  40 semanas ou 280 dias ( ± 2 semanas) contados desde o 1º dia da última menstruação. Se o parto ocorrer entre 37 e 42 semanas o bebê é considerado de termo (do tempo), se ocorre abaixo de 37 semanas é considerado prematuro. 

A Data provável do parto (DPP) serve apenas como referência, o parto pode ocorrer um pouco antes ou um pouco depois da data. Calcula-se 280 dias contados a partir do 1º dia da última menstruação. 

A contagem da gestação é feita por semanas, pois é mais precisa. Para saber o tempo da gestação em meses não se divide o número de semanas por quatro, pois gera um erro. Considera-se que na data provável se estará de 9 meses e conta-se para trás. Por exemplo: a DPP for 20 de novembro, nesta data a gestação estará com nove meses completos, em 20 de outubro 8 meses, 20 de setembro 7 meses e assim por diante. Neste exemplo a gestação muda de mês todo dia 20 e se este dia cai numa terça, muda de semana toda terça-feira.

O bebê nasce quando está pronto. Alguns estarão prontos um pouco antes da DPP e outros um pouco depois. 

Mudanças físicas e emocionais

A gestação é um período de grandes mudanças físicas e emocionais e compreende-las faz com se passe por elas de maneira mais tranqüila.

É comum a gestante sentir enjôos, cansaço, azia, modificação nos seios, dores nas costas, prisão de ventre, etc. Todos esses sintomas estão relacionados com algum aspecto da gestação.

O enjôo devido ao aumento de alguns hormônios e tendem a diminuir após o terceiro mês.

O cansaço é decorrente do gasto energético que é gerar e carregar um bebê. Associado ao cansaço é comum sentir mais sono. 

A azia ocorre devido a mudanças na capacidade do estômago de impedir o refluxo de seu conteúdo.

A prisão de ventre relaciona-se com o fato de que há uma diminuição na função peristáltica do intestino, fazendo com que ele funcione mais lentamente. Por isso é muito importante manter uma boa alimentação, com a ingestão de fibras e muito liquido.

Por vezes pode ocorrer sangramento nasal e gengival devido a um inchaço das mucosas.

Além de todas as mudanças físicas as emocionais ocupam o lugar importante nessa transformação de mulher em mãe. 

A preocupação de que o bebê esteja bem, afinal é possível apenas senti-lo e não dá pra vê-lo. Os exames pré-natais trazem a segurança de que tudo está sendo controlado e monitorado, daí a importância em fazê-los corretamente. Uma boa conversa com o obstetra que assiste pode trazer tranqüilidade.

A responsabilidade que vem junto com esse bebê e o medo de não dar conta é bem comum também. A gestação dura aproximadamente 40 semanas e esse tempo a mulher tem para se informar e buscar apoio. Conversar com outras mulheres que passaram por esse experiência pode ser bem útil e fazer com que a gestante perceba que a maioria das gestantes passa por isso e que no fim tudo dá certo.

Quando não é a primeira gestação, o medo de não dar conta de mais de uma criança ou então de não amar os filhos igualmente também ocorre. A natureza é sábia e novamente há um tempo de gestação justamente para que se possam fazer ajustes, preparar a criança para a chegada do irmão e se fortalecer e confiar que sim é possível cuidar de mais de uma criança ao mesmo tempo. Que nos digam nossas avós que tinham muitos filhos. Ainda, ter em mente que amor não se divide, mas se soma. Cada filho que vem muda a cara da família e passa a ser parte dela.

Mulheres que buscam um VBAC (Vaginal Birth After Cesarean – Parto Vaginal Após Cesárea) podem passar por períodos de grande insegurança com relação ao parto, mas buscar apoio nesses momentos e ler relatos de parto que deram certo ajuda muito.

Por fim, participar de encontro presenciais de gestantes com foco na maternidade e parto ativos ajuda muito. A equipe promove encontros periódicos, mais informações no site: www.nascercomrespeito.com.br.

Pré-natal

As consultas e exames de pré-natal são importantes e imprescindíveis para o bem estar físico do binômio mãe-bebê durante a gestação, evitando complicações e minorando quando não é possível evitá-las.

No inicio a freqüência das consultas são mensais, a partir de 36 semanas são quinzenais e depois de 38 semanas serão semanais. Esta rotina poderá ser mudada segundo a necessidade, sempre avaliando caso a caso.

As consultas de pré-natal são ótimas oportunidades para tirar dúvidas, conversar sobre o que a gestante vem sentindo e nesse momento serão feitos algumas checagens clínicas tais como peso, medida da altura uterina e aferição de pressão arterial.

Nesta oportunidade poderão ser solicitados exames a fim de se verificar a saúde da mãe e do bebê. Os exames mais comuns são:

  • Exames laboratoriais de sangue: Serão solicitados diversos exames rotineiros para identificar anemia, diabete, infecção urinária, HIV, hepatite B, toxoplasmose, sífilis e outras infecções. Em alguns casos de gestação de alto risco exames especiais são necessários.
  • ecographyEcografia ou ultra-sonografia: Em geral 3 ecografias são suficientes, uma no início, outra no meio e mais uma no final da gestação.  Se necessário mais ecografias serão solicitadas. O sexo do bebê pode ser identificado a partir de 13 semanas, mas nem sempre isto é possível.
  • Translucência nucal (TN) e morfológico do primeiro trimestre: Mede-se a nuca do bebê e avalia-se a circulação fetal por meio da ecografia, entre 11 e 14 semanas de gestação. Se o resultado for anormal pode haver algum problema com o bebê e serão necessários novos exames para fechar um diagnóstico preciso. Entretanto, o exame não é 100% preciso, isto é, um resultado dentro do normal geralmente aponta para um bebê saudável, assim como um resultado fora do padrão considerado normal pode também após exames complementares apresentar um bebê sem qualquer problema.
  • Ecografia 3D/4D: Pode ser utilizada para esclarecer algum detalhe difícil de avaliar na ecografia convencional ou como forma de obter imagens para recordação. Para obtenção de fotos o ideal é em torno de 28 semanas da gestação.
  • Ecografia morfológica: É um exame mais detalhado realizado na metade da gestação. Entre 20 e 24 semanas.
  • Ecocardiografia fetal: Exame especial do coração do bebê.
  • Amniocentese genética e biópsia de vilo corial: Mulheres acima dos 35 anos e/ou com TN alterada tem risco aumentado de terem bebês com síndromes genéticas ( síndrome de Down e outras)  e são aconselhadas a fazer este exame. Consiste em retirar um pouco de líquido amniótico (amniocentese) ou um fragmento de tecido (vilo corial) por meio de agulha guiada por ecografia e fazer um exame genético.
  • Cardiotocografia: Exame realizado para testar o bem estar do bebê no final da gestação, consiste em registrar os batimentos cardíacos do bebê (semelhante a um eletrocardiograma).
  • Sexagem fetal precoce: Identifica o sexo fetal com 8 semanas por meio de exame de sangue (é muito preciso). Existe um exame de farmácia mas parece apresentar muitas falhas.

Vacinas

São recomendadas as vacinas contra o tétano, hepatite B e gripe sazonal e H1N1 durante a gestação, verifique seus antecedentes vacinais e procure completar as vacinas que estão faltando. 

Dentista

Recomenda-se uma visita ao dentista no início da gestação, as modificações do organismo materno podem acarretar problemas com as gengivas e dentes. 

Nutricionista

Algumas gestantes podem precisar do auxílio de uma nutricionista para adequar a dieta ao processo de gestação.

EPI-NO e exercícios de Kegel

Exercícios para fortalecer a musculatura da vagina e assoalho pélvico devem ser realizados durante a gestação, os exercícios de Kegel  consistem na contração repetida dos músculos pubococcígeos Veja mais aqui (http://brasil.babycenter.com/pregnancy/pre-natal/exercicios-pelvicos/). 

O epi-no é um aparelho  usado no final da gestação para preparar o períneo, pode ser usado também para a recuperação pós parto. (http://www.inove.med.br/internas/produtos_obstetricia_epi_delphine/index.php)

Cintas

Cinta para dor lombar

Pode ser usada durante a gravidez para aliviar a dor lombar, muito comum no final da gestação.

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Cinta pós cesárea ou pós parto

Apesar de não ser obrigatória, recomenda-se o uso de uma cinta, principalmente após cesárea. No caso de parto vaginal pode ser apenas uma calcinha cinta. Não há tempo fixo para o uso da cinta, pode ser de apenas alguns dias ou semanas, quando sentir-se confortável sem a cinta pode parar de usar.

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Absorvente pós-parto

Após o parto ou cesariana a mulher ficará sangrando por alguns dias. Esse sangramento chama-se lóquio. Nos primeiros dias é mais intenso. Recomenda-se o uso de absorventes próprios para o pós-parto. Já existem absorventes específicos e mais confortáveis.

Podem ser encontrados em farmácias ou na loja Victoria Régia Materiais Médicos.

Exercícios físicos

A prática de exercício físico é recomendada para as gestantes, pois há benefícios tanto para a mulher quanto para o bebê. Dentre eles, está a diminuição das complicações obstétricas, maior controle do ganho de peso da mãe, melhora no condicionamento físico, atuação no estado psicológico e social, e diminuição da depressão e do estresse. 

Os exercícios físicos são ótimos para o bem estar durante a gestação. As atividades feitas na água, como natação e hidroginástica, auxiliam na melhora das dores lombares e no inchaço. Yoga também é uma boa alternativa para manter o tônus muscular e melhorar a flexibilidade, entretanto deve ser praticado com profissional que esteja habituado a orientar gestantes, pois nos momentos finais da gestação é importante que se tenha a consciência corporal de relaxamento do períneo e não apenas de fortalecimento

Ao escolher o tipo e a intensidade dos exercícios, a gestante deverá ter a liberação do médico e o auxílio de um profissional da área, pois as atividades variam de acordo com o período da gestação. A mulher que nunca praticou exercícios físicos deve iniciar com atividades de baixo risco, como caminhadas, natação e hidroginástica leve. Já quem está habituada poderá continuar com o programa habitual, apenas deverá modificar a intensidade e velocidade, à medida que a gravidez evoluir, segundo a orientação do Obstetra.

Alimentação na gestação e lactação

Com uma nutrição saudável e equilibrada você garante um bom desenvolvimento de seu bebê, e uma gestação melhor. A nutrição desempenha um importante papel na gestação. Foi demonstrado por meio de testes laboratoriais que dietas deficientes causam efeitos prejudiciais tanto à mãe quanto ao feto. Foi constatado por alguns estudos que a má nutrição materna pode ser uma causa de deficiência no crescimento, resultando em  bebês pequenos e de baixo peso.   As consequências da má nutrição para o feto dependem do período, severidade e duração da restrição dietética. Energia, proteínas, vitaminas e minerais adicionais são requeridos durante a gravidez para suportar a demanda metabólica da gravidez e do crescimento fetal.

Exemplo de Cardápio:

  • Café da manhã: Laticínios: leite ou iogurte ou queijo magro.Pão de centeio ou integral ou francês.Creme vegetal. Frutas ou sucos de frutas ou ambos;
  • Lanche matinal: Vitaminas de frutas ou leite com frutas, laticínios magros ou frutas;
  • Almoço: Verduras e legumes crus ou cozidos, consumir todos os dias em grandes quantidades. Arroz integral ou branco ou massas. Carnes magras, no caso de frango, sem pele ( retirar a pele no preparo). Acompanhamento – legumes e verduras cozidos, evite frituras. Sobremesa – frutas ricas em vitamina C ou suco de frutas ricas em vitamina C – acerola, Kiwi, morango, goiaba, açai, laranja, limão, tomate e couve – antioxidante e melhor absorção de ferro.
  • Lanche vespertino: Leite magro + café + bolachas ou torrada;
  • Jantar: As preparações devem ser de fácil digestão, pois geralmente as pessoas têm atividade muito sedentária após o jantar (assistir televisão, dormir, ler, estudar).
    Sopas ou saladas completas. Caso opte pelo consumo de carne, recomenda-se a ingestão de pequenas quantidades de carne e prefira as brancas e no caso das vermelhas em preparações moídas ou em sopas. Optar pela salada + sopa ou pela salada + lanches. Lanches com frios magros + verduras cruas e cozidas + sucos;
  • Ceia: Mingau de aveia + leite magro ou chá + fatia de queijo magro ou um copo de iogurte magro + uma fruta.

Suplementação de ferro e vitaminas: em geral as necessidades de ferro e vitaminas são supridas pela alimentação adequada e equilibrada, em alguns casos pode ser necessária a suplementação com comprimidos de ferro e polivitamínicos.

Sexualidade

A gravidez para o casal é um período de adaptações físicas, emocionais e também sexuais. É importante ressaltar que não só a mulher passa por mudanças nesta fase, mas o homem   também. O crescimento abdominal, a sensibilidade mamária, náuseas, vômitos e a maior lubrificação entre outros, são alterações orgânicas que as mulheres sofrem durante a gestação e que podem influir na vida sexual do casal por gerarem desconforto.

Os homens não tem alterações orgânicas, mas como as mulheres, podem ser afetados por questões emocionais como ansiedade em relação ao parto, a criação do filho e a responsabilidade de ser pai. A mulher pode não se sentir atraente, feminina, diminuindo com isto sua autoestima. Pode ser conflitante estar num momento divino e ao mesmo tempo não estar gostando de si. Torna-se necessário que homem e mulher estejam atentos a seus sentimentos e procurem orientação para melhor entendimento destes.

Pai e mãe devem acompanhar juntos todos os momentos, sendo um apoio e a segurança do outro, garantindo a aproximação e a continuação da sexualidade.
Novas posições, novos toques, novas sensações podem ser descobertas e apreciadas pelo casal em busca de intimidade. Além disso, uma gravidez indesejável, uma má relação entre o casal, medo de machucar o bebê (NÃO OCORRE), podem propiciar um distanciamento gerando falta ou precariedade da vida sexual. Na verdade, nada impede que a vida sexual continue como era anteriormente a esta fase. O que o casal precisa é se adaptar a este novo momento de suas vidas. Isto não quer dizer que a vida sexual do casal sempre piore na gravidez. Pode também melhorar quando a gravidez é desejável e o casal está preparado, gerando aproximação e entendimento entre eles.

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