Relato de parto – Luiza e Lucas

No dia 25 de Janeiro de 2010 às 22:59 na Maternidade Curitiba, eis que nasceu de Parto Normal Humanizado meu segundo bebê, Lucas Henrique Castro Ribeiro, com seus 3,825 Kg e 50 cm, após 15 horas e meia de árduo Trabalho de Parto.

 

Vou descrever “rapidamente” como foi: 5:20 da manhã do dia 25 tive a primeira contração, parecia que era algo mais forte que as contrações falsas que tinha tido na semana anterior. Esperei algumas horas anotando as contrações e nada de elas passarem como acontecia com as outras, engraçado, tinha passado o fim de semana super bem, só o tampão estava saindo aos poucos. 

Liguei para a Doula que estava me acompanhando e ela resolveu vir aqui para casa quase na hora do almoço, entre uma contração e outra almocei e começamos a trabalhar para o Lucas nascer: bola de fisioterapia, banho, caminhada, respiração e controle, muito controle. A cada contração, deixando meu corpo trabalhar, pois afinal, tinha chegado o grande dia! 

As 17:30 da tarde fomos ao consultório do meu médico e a idéia de irmos direito á Maternidade foi descartada, voltamos para casa, pois estava com dilatação de 3 para 4 e colo de útero posterior. Foi uma aventura andar de carro naquele estado, mas foi ótimo voltar para a casa e relaxar num banho bem gostoso, nem tenho idéia de quanto tempo fiquei por lá, depois uma massagem maravilhosa de uma das minhas Doulas e o apoio delas foi fundamental. As dores aos poucos foram aumentando e ficando incontroláveis, e eu trabalhando para trabalhar enquanto tinha o intervalo das contrações e relaxar, deixando o corpo agir nas contrações (é incrível como alguém te abraçar em pé e te balançar como um bebê te relaxam nessas horas! Um alívio sem fim.). 

Às 20:19 no meio do meu quarto minha bolsa se rompeu e a dor, Meu Deus, ficou horrível, dessa vez eu urrava e gritava, sem controle ou limite, parece que você está dopado, bêbado ou coisa do estilo, chamam isso de partolândia, é algo indescritível. 

Por volta de 20:45 fomos para a Maternidade, fui de 4 literalmente no carro, sentar nem pensar nessa hora, foi até engraçado lembrando agora, ainda bem que era de noite e chovia. Chegamos à maternidade junto com o meu médico, estava com dilatação de 7 para 8 cm! Subimos andando até o 3° andar da maternidade, depois tivemos que mudar de quarto por causa do chuveiro, enfim, ia caminhando pela maternidade e sem controlar meus gritos e as pessoas apavoradas abrindo caminho, era muito engraçado, pois ninguém está nem um pouco acostumado com uma mulher em trabalho de parto. Chegando ao quarto tomei mais um banho, mas a vontade de empurrar aumentou e decidimos ir para o Centro Obstétrico. Chegando lá a primeira pergunta da enfermeira: Você quer anestesia? Tem certeza que não? Não mesmo? Ela não conseguia entender que eu queria estar sóbria naquele momento e se tinha chegado até ali ia chegar até o fim! Colocaram-me em várias posições lá, mas eu estava bem cansada e nenhuma me deixava livre para relaxar e ganhar o Lucas, até que me colocaram sentada no colo Ike, meu maridão companheiro, e as duas Doulas, uma de cada lado, apoiavam minhas pernas e deste jeito consegui empurrar como numa poltrona o Lucas para a vida, sentia nessa hora só o chamado circulo de fogo, as contrações nem sentia mais, e quando parecia que meu cansaço não me deixaria mais aguentar o Lucas nasceu direto para o meu colo, foi lindo, perfeito, espetacular! E foi assim que Deus deu a oportunidade de a mulher parir e colocar os seres humanos no mundo, em meio a dor que parece da morte, mas que faz brotar a vida, a Luz de Deus.

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